Candomblé em Portugal: Novo número da Revista Povo de Santo & Asè já nas bancas!

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Candomblé em Portugal: Novo Parceiro

Novembro 12, 2013 § Deixe um comentário

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Candomblé em Portugal: Novo número da revista Povo de Santo & Asè já nas bancas!

Junho 20, 2013 § 1 Comentário

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Candomblé em Portugal: Previsões para 2013 por Pai Jomar d’ Ogun

Dezembro 27, 2012 § Deixe um comentário

Como já é habitual, Babalorisá Jomar d’Ogun, presenteia-nos com as previsões para o ano vindouro. Assim nesta edição, temos as previsões para o ano de 2013.

Pai Jomar, como Babalorisá da Nação Ketu, Bisneto de Santo de Mãe Olga de Alaketu, é um dos Babalorisás mais respeitados no panorama do Candomblé no nosso país, atravessando fronteiras. Tal respeito valeu-lhe, o título de Primeiro Coordenador Internacional da FENACAB (Federação Nacional do Culto Afro-Brasileiro) em Portugal e a vice-presidência da FENACAB Brasil. Indigitado pelo Presidente da mesma Federação, Pai Ari de Ajagunã (Aristides Mascarenhas), que adoptou Pai Jomar como seu filho de Santo. Babalorisá Jomar é ainda Balogun do Candomblé da Nação Ketu, título dado pelo Arô de Òsòósí, no Ilé Asè Opô Ajagunã, Bahia – Brasil.

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Segundo o Jogo de Búzios – Merindilogun (e não só) o ano de 2013, apresenta-se de um modo geral, um dos mais difíceis que teremos de atravessar tanto em Portugal como em grande parte de outros países europeus, não descartando infelizmente, ainda outros e noutros continentes.

Dizer que isto tudo que se nos apresenta é culpa de Olorum (Deus) ou dos Orixas, ou mesmo de algo superior ao ser humano, seria tão descabido ou até mesmo obsceno, quanto pensar-se que o ser humano em todas as suas vertentes, nada teria a ver com toda esta situação.

No caso português, estamos e vamos colher frutos provenientes de algumas “sementeiras” que alguns fizeram e que outros (quase todos) são obrigados a “colher e comer”. Refiro-me tanto à falta de emprego, como à insegurança social a todos os níveis. Para esta situação, para além da proteção e força dos Orixas e de um modo especial dos Orixas regentes do ano 2013, teremos que necessariamente, imperiosamente e de uma forma construtiva, “meter mãos à obra” no sentido de combater as injustiças, o laxismo e a incompetência, venham eles de onde vierem; tanto de quem emprega como de quem é empregado; de quem governa como de quem é governado; do cidadão como individuo como a célula familiar ou grupos comunitários.

Não podemos ser pessoas de avanços e recuos vividos no mesmo instante e momento, como será apanágio de todos os comportamentos e das energias que enfrentaremos.

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Está nas nossas mãos conduzir e aproveitar as oportunidades energéticas dos nossos Orixas… não podemos estar sempre à espera que o divino venha até nós, colmatar tudo o que a incompetência humana teima em não querer alterar. Temos de parar de auto comiserarmo-nos, de dizer mal de nós próprios e nos propormos sempre como vitimas! São-nos dadas as rédeas e devemos com a nossa postura, com a nossa força de trabalho, com nossa capacidade inventiva, com a nossa verdadeira vontade de vencer os obstáculos, toma-las nas nossas mãos e fazer as melhores opções de vida que queremos ter. Isto, para que todos os esforços valham a pena! Têm de valer a pena! Chama-se a atenção para no caso português o segundo semestre, mais propriamente no terceiro trimestre, a calma e a ponderação que se precisa de ter para levar a bom porto todos os objectivos propostos.

Somos gente de desafios. Sabemos que é bem mais fácil gritar para demonstrar certas dores… e bem mais difícil, serrar dentes e punhos para fazer da “desgraça”, graça!

É isto que nos espera 2013 como portugueses e europeus. É isto que nos espera noutros continentes, outras localidades do globo como seja o médio oriente e oriente; tanto com o flagelo das guerras consequência da falta de respeito pelos povos e deles entre si; ainda de algumas calamidades naturais que poderão por “à prova” mais uma vez a capacidade inventiva e não menos importante da fé e sua consequência em todo o ser humano. Em relação aos países de economias emergentes, convém que neste momento tomem medidas para que não venham a ter futuramente, as mesmas consequências humanas, económicas e financeiras tal e qual se encontram alguns países europeus, fruto da incompetência por um lado e da ganância e facilitismo humano por outro.

É esta bênção, que nos fará capazes de refazer novas, todas “coisas” .Que o Orixa do ano 2013, a grande mãe Obá, mãe de todos os incompreendidos de todos aqueles que querem vencer todas a vicissitudes tanto a nível pessoal como colectivo; tanto a nível civil como religioso, coadjuvada pelo grande Orixa Obaluayé, nos abençoe e nos dê a força necessária para de batalha em batalha, podermos ganhar a guerra contra a miséria, a ganância, o “desamor”, a incompetência e a fome! A dor pode ser grande, o desanimo pode teimar em corroer-nos… mas nós, vamos vencer!

Obá Sin, Obá Siré mãe Obá!

Atoto pai Obaluayé!

Candomblé em Portugal: Previsões e Orixá regente para 2013 no novo número da revista Povo de Santo & Asè

Dezembro 14, 2012 § Deixe um comentário

Novo número da revista Povo de Santo & Asé já nas Bancas!!!

 

Encontre neste número as previsões e Orisá regente para o ano de 2013, num artigo escrito pelo Bábálórísá Jomar, tendo com base a leitura do seu Merindelogun (Jogo de Búzios)

 

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Candomblé em Portugal: Novo número da revista Povo de Santo & Asé já disponível nas bancas e Online

Julho 6, 2012 § Deixe um comentário

 

Já nas bancas a Povo de Santo e Asé nº25!!!!

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Entrevista a Obarayi de Xangô (Balbino Daniel de Paula)

Março 3, 2012 § 4 comentários

 

Balbino Daniel de Paula, mais conhecido como Obarayn D’Xangô, nasceu em Ponta de Areia na Ilha de Itaparica, ligado á família de grande líder religioso, Alapini Pedro Daniel de Paula, em memória Ojé do Terreiro Lesen Egun Aboulá.

Obarayn é figura ilustre entre as autoridades dos candomblés de nação Ketu e consequentemente, de todos os cultos Afro-Brasileiros, querida pela sua representatividade e irreverência, respeitada pela sua capacidade, autoridade e sabedoria no que diz respeito à destreza nas obrigações da religião na Bahia, no Brasil e no mundo.

A trajetória de uma pessoa de Ponta de Areia na Ilha de Itaparica, ligada ao culto de babá-egun à posição de extrema responsabilidade e visibilidade na liderança de um terreiro como pai-de-santo com inúmeros filhos de santo em Salvador, no Brasil e também no exterior pode parecer pouco comum. Mas ela se explica pela ligação ancestral de Balbino com a sua cultura de origem e as amizades e contatos com pessoas dos mais diversos contextos sociais e culturais que o destino lhe proveu. E ela torna-se ainda mais evidente pelo grande carisma da sua personalidade e pela sua força espiritual que se sente, sempre de novo, ao ver o seu Xangô, admirado pelos seus irmãos e filhos de santo.

Quando foi iniciado em 1959, a sua mãe-de-santo, Mãe Senhora do Ilê Axé Opô Afonjá, tinha comemorado alguns meses antes as bodas de ouro, por coincidência no dia de aniversário de Pierre Fatumbi Verger (4/11). Fatumbi era muito ligado a Mãe Senhora e mais tarde a Balbino, ao ponto de ser uma das pessoas responsáveis pela criação e instalação do terreiro Ilê Axé Opô Aganju, no Alto da Vila Praiana, em Lauro de Freitas.

Obarayn D’Xangô possui laços familiares de Santo em Portugal, por intermédio do Agabá e do Otún Orisá Ilé Asè Omin Ògún. Tanto o Bábálórísá Jomar d’Ògún como o Bábálórísá Paulo d’Yemonjá foram adoptados por Jacilewá (Bábálórísá Aristides Masacarenhas de Ajagunã, ou como é conhecido pelo povo de Santo, Pai Ari de Ajagunã, Òmó Òrísá de Obarayn) tornando-se assim Òmó (filhos) Ilê Asé Opô Ajagunã e, consequentemente, netos de Santo de Balbino Daniel de Paula. Bábálórísá Paulo d’Yemonjá, inclusivé, deu o seu Odun Enjé e Oyê de Bábálórísá com Pai Ari d’Ajagunã, reforçando este vinculo.

Nas próximas linhas, transcreve-se a entrevista dada por Obarayn á revista Povo de Santo e Asé, conduzida por Pai Ari de Ajagunã.

Aristides Mascarenhas – Em que ano o senhor se iniciou na Religião de Matriz Africana na Bahia?

Balbino Obarayin – Em 1958, quando conheci a Yalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, Maria Bibiana do Espírito Santo: Mãe Senhora.

A.M – O Senhor foi o primeiro filho de santo, do sexo masculino iniciado naquele Terreiro?

B.O – Sim, eu fui o primeiro filho de santo do sexo masculino de mãe Senhora e meu irmão Moacir de Ogum, que já faleceu, foi o segundo,.

A.M – Em que ano foi fundado o Ilé Asè Opô Aganjú?

B.O – Em 1972 – foi fundado o Ilê Axé Opô Aganjú, em Lauro de Freitas, sendo o Terreiro da linhagem tradicional de Ketu, saído do Ilê Axé Opô Afonjá, a minha Matriz.

A.M – Qual a ligação do Terreiro aos terreiros da Casa Branca e do Gantois?

B.O – São minhas o matrizes; o primeiro Terreiro de Candomblé da Bahia – Terreiro chama-se Yá Nosso Oká, conhecido como Terreiro da Casa Branca, o 2º Terreiro é o do Gantois e o 3º o Axé Opô Afonjá. São as casas matrizes.

A.M – O senhor foi o fundador do grupo dos Mogbás na Bahia?

B.O – Sim, em 1972, foram criados os 12 ministros de Xangô, sendo que no Ilê Axé Opô Afonjá minha avó Aninha criou o grupo dos Obás e no Aganju o dos Mogbás.

A.M – No Aganjú tem um memorial do Escritor Pierre Vergê?

B.O – Sim, temos uma Casa, em espécie de Memorial do meu amigo, filho, pai Mogbá D’Xangô Pierre Vergê, onde estão expostos objetos de uso pessoal do Etnólogo.

A.M – Como o senhor é fiel à tradição de solidariedade social no Terreiro?

B.O – No Aganju, mantemos uma Creche (Casulo Vovó Ana), que atende gratuitamente 50 crianças do Alto da Vila Paiana, administrada por minha irmã biológica Rosa D’Oxum – Mãe Pequena da Casa (Yakekerê) filha de santo de Mãe Senhora também.

A.M – Porque a Creche tem o nome de Ana?

B.O – Porque Ana é o nome de minha saudosa mãe, filha de Oyá uma pessoa muita especial para a nossa família. Esta foi uma forma de a homenagear.

A.M – Qual foi o Seu primeiro contato com o Candomblé?

B.O – No ano de 1948, conheci o pai de santo, de Oxalá chamado seu Vidal; eu iria fazer meu santo com ele mas não cheguei a fazer por que ele faleceu em 1958. Então fui para São Gonçalo e fiz a minha obrigação com Mãe Senhora.

A.M – O que o Senhor aprendeu no Candomblé?

B.O – Aprendi a sobreviver, com essas mulheres guerreiras; aprendi sabedoria, coisas de Axé, uma vida de grande conhecimento com a minha saudosa Mãe Senhora.

A.M – O que falta no Candomblé?

B.O – Hoje existem algumas informações e pouca formação; todos querem ser pais e mães de santo antes do tempo e sem o aprendizado do Awô – Segredo.

A.M – O futuro de Obarayn, qual é?

B.O – Nas mãos dos meus orixás, meus ancestrais, eu não me pertenço estou na Mão de Xangô.

A.M – Referencias do Candomblé?

B.O – Mãe Stella, Mãe Tatá, Mãe Carne, Ebomi Rosa de Oxum, meus filhos de santo, meus Mogbás… felizmente, Eu amo muita gente.

A.M – Fale-nos de Saudade.

B.O – Minha Mãe de Santo, mãe Senhora, minha irmã biológica Ana, meu Pai Pedro, meu irmão Moacy de Ogum, minha Sofia de Oyá e outros.

A.M – Quais os Cargos dados pelo Babalorixá?

B.O – Dei vários (Oyê) – meus primeiros filhos a receber Deká no Ilê Axé Opô Aganju, foram Ailton Santos em memória Babakekerê da Casa, meu filho Jasilewá Aristides Mascarenhas, recebeu também o posto de Asoju Obá Laio da Casa de Xangô; outros cargos dados foram a Egbomi Nininha de Oxoguiã Otum Orixá, Egbomi Sisi de Oxalufã Otum Kekerê, Piedade de Oxalá Yá Efun.

A.M – Quantos dos seus filhos de santo, possuem Casas abertas como Terreiros.

B.O – Já perdi a conta… tenho filhos de santo até aqui mesmo em Lauro de Freitas como Casa aberta – Tide de Ajagunã tem até o Terreiro dele Tombado igual ao meu, Mãe Lila de Oxum, Oni Dalewar e outros.

A.M – Deixe por favor, uma mensagem para o Povo de Santo.

B.O – Nós não precisamos buscar as nossas tradições, nas outras religiões, porque nós temos a força da natureza e somos livres para acreditar no nosso verdadeiro segredo (Awô).

 

 

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